Aninhada entre as enseadas de Niterói, Jurujuba carrega nas águas calmas da Baía de Guanabara mais de um século de tradição pesqueira artesanal, sendo hoje a segunda maior colônia de pesca de Niterói. Os primórdios da pescaria na região remontam ao fim do século XIX e início do XX, quando famílias de pescadores — entre elas migrantes alagoanos que encontraram no bairro um novo lar — estabeleceram ali uma comunidade profundamente ligada ao mar, vivendo do pescado de rede, da sardinha e dos frutos do mar que abasteciam os mercados da cidade. Essa herança, perpetuada de geração em geração e celebrada anualmente na tradicional festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores, transformou Jurujuba em um dos últimos redutos da pesca artesanal fluminense, onde os barcos de madeira ainda partem ao amanhecer sob o mesmo céu que guiou os primeiros pescadores da enseada.
